Cicloturismo e ideologia (ou vice-versa)

Antes de qualquer coisa, peço desculpas por ter me ausentado.
Faz realmente um bom tempo que não dou as caras por aqui, mas juro que não foi por preguiça ou coisa parecida, e sim, falta de tempo mesmo.

Tenho que confessar que também estava sem idéias para algum post, mas fuçando aqui nos meus arquivos esquecidos, acabei  encontrando umas fotos de uma viagem que fiz (não me recordo o dia, mas foi no mês de dezembro de 2009).

A viagem, na verdade, era um evento (pelo que pude notar, foi bem planejado pelos idealizadores), e tinha como nome “Rota Cicloturística Márcia Prado”.

Para quem não sabe, Márcia Prado participava do movimento Bicicletada paulistana, e era cicloativista.
Infelizmente, no dia 14 de janeiro de 2009, Márcia Prado faleceu em decorrência de um acidente que, para variar, o protagonista principal foi um veículo automotor e o seu condutor.
Este acidente ocorreu em plena Avenida Paulista, onde se encontra uma ghost bike (bicicletas pintadas de branco, que simbolizam o local onde o ciclista faleceu – explicarei melhor em outro post).

A Rota Márcia Prado tinha como objetivo homenagear a cicloturista, com este feito inédito, ou seja, ter a autorização das autoridades para ir de São Paulo a Santos, passando pelo Parque da Serra do Mar.

Me lembro de poucas coisas (não sei o motivo, mas quando estou com fome e cansado, não presto atenção em nada), mas estas poucas coisas me fizeram ter a certeza que foi o melhor momento que passei com os meus amigos em cima de uma bike.

Tudo contribuiu para que aquele dia fosse um dos melhores para nós três.
Desde as paisagens a aventura em si (pensa que é fácil pedalar das 6h00  até as 15h30?).

Passamos fome no meio do caminho, frio, ficamos sujos de barro (era um barro estranho. Até hoje não saiu de vários componentes da minha bike, e nem da camiseta que eu usei no dia), mas quando chegamos ao local final da Rota, tudo valeu a pena.

Utilizamos até balsas no meio do caminho, e diga-se de passagem, foi a parte mais tranquila do passeio.

Balsa que utilizamos para atravessar alguma represa.

Não me arrependo de ter passado por todas as dificuldades, pois realmente valeu a pena percorrer este caminho e conhecer pessoas com os mesmos ideais que os nossos.

O único conselho que dou é: compre um banco bom, pois se você tiver um banco de qualidade duvidável como o meu, seus ossos e músculos irão doer por um tempo.

Agora vamos esperar e torcer para que este evento se repita e melhore a cada edição, para ter a mesma força que tinha a mulher que deu o nome a ele.

Até mais galera.
Nos vemos pedalando por aí!

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Arquivado em Bike, Cicloativismo, Cicloturismo

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